
Quanto mais tempo e atenção o leitor precisar para processar e compreender cada frase, menos tempo e atenção ele terá para entender a ideia, e menos vivamente ele vai entendê-la.
– Herbert Spencer, The Philosophy of Style
A principal ferramenta do Direito é a linguagem. Ela não pode se tornar uma barreira – pelo contrário, deve ser utilizada como instrumento facilitador da comunicação da mensagem. A utilização da Escrita Simples no direito propõe que a linguagem utilizada em cada peça esteja adequada à realidade do leitor final. Longe de ser simplória ou preguiçosa, a redação que utiliza essas técnicas se esforça para ser compreensível, concisa e convincente.
Nas palavras de Antonio Gidi, “o texto bem escrito é vigoroso, ágil, agradável, criativo, coeso, coerente e persuasivo”.
Utilizar técnicas de Escrita Simples significa fugir do juridiquês, evitar repetições, usar termos precisos. Aplicar termos jurídicos quando necessário, e explicá-los sempre que o leitor final não dominar seu significado. Escrever de forma direta e clara, ressaltando as ideias, sem esconder-se atrás de um palavrório difícil e inútil.
A redação jurídica pode adaptar-se à linguagem de cada público, e utilizar a persona que cada cliente desenvolveu para comunicar-se com seu consumidor final. Falar de igual para igual com o leitor, respeitando seu tempo, com estilo interessante, vivaz, agradável e persuasivo. O que os bons jornalistas fazem também pode ser feito nos textos jurídicos.
